Benefícios do açaí

O consumo de açaí pode trazer alguns benefícios para a nossa saúde. Uma das suas principais ações se deve ao seu poder antioxidante.

Na polpa do açaí contém antioxidantes que agem contra alguns tipos de radicais livres, como o superóxido e radicais peroxil. O caroço também possui propriedades antioxidantes, contudo, não é possível ainda confirmar se o seu consumo é seguro em relação a sua toxicidade.

A ação de alimentos antioxidantes no organismo promove diversos benefícios, tais como envelhecimento saudável. Assim, o consumo do açaí pode ajudar a inibir a ação dos radicais livres, responsáveis por provocar o falecimento precoce das células.

Quando o corpo humano apresenta incapacidade em neutralizar a produção excessiva desses radicais, fica mais suscetível ao surgimento de doenças cardiovasculares, catarataobesidade, doenças neurodegenerativas, declínio cognitivo, disfunções imunológicas e alguns tipos de câncer.

estresse oxidativo também provoca danos às estruturas do DNA, as macromoléculas e organelas, como as mitocôndrias, responsáveis pela energia das células através da respiração celular.

Os principais antioxidantes presentes no açaí são as antocianinas, proantocianidina e flavonoides. Outros benefícios que o açaí proporciona incluem:

Melhora do sistema imunológico

Fortalece o sistema imunológico pois os antioxidantes presentes no fruto agem contra a ação do estresse oxidativo que microorganismos invasores e  toxinas provocam. Esse benefício também se dá pela presença de vitamina C e ômega 9.

Assim, aumenta a capacidade do organismo em se defender de infecções por vírus, bactérias e fungos.

Ajuda no combate da anemia

Por ser um alimento rico em ferro e em outros nutrientes essenciais, o açaí pode ser usado para combater a anemia.

Efeito anti-inflamatório

Esse benefício ocorre por consequência da ação dos antioxidantes, pois as propriedades antiflogísticas presentes no açaí são capazes de reduzir a lesão tecidual. Além disso, a composição lipídica presente na fruta também pode interferir em processos inflamatórios e interferir na percepção da dor.

Reduz os riscos de alguns tipos de câncer

As frações polifenólicas da polpa do açaí apresentam a capacidade de  ajudar a reduzir a proliferação de células leucêmicas HL-60. Essa descoberta aconteceu em estudos realizados in vitro. Nos ratos que possuíam câncer do esôfago, a polpa do açaí também teve ação na redução das células cancerígenas e no tamanho dos tumores.

É fonte de energia

O açaí puro é um alimento altamente energético. Puro, ele é considerado uma fonte saudável de energia, podendo ser opção para uma refeição antes do treino.

Pode prevenir o Alzheimer

Os antioxidantes presentes no açaí ajudam a preservar a saúde das células, pois inibem a ação dos radicais livres. As antocianinas  e proantocianidinas protegem as células nervosas de processos degenerativos e inflamatórios, fatores que podem favorecer o colapso do tecido cerebral.

Previne doenças cardíacas

O açaí contém antocianina, substância responsável pela cor roxa da fruta. Além da coloração, é responsável por efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, que ajudam no combate de radicais livres.

Assim, protege o organismo de doenças cardiovasculares, pois inibe o estresse oxidativo e evita a morte celular precoce.

Reduz o colesterol

O consumo moderado de açaí, quando somado a uma dieta equilibrada, ajuda a equilibrar os níveis de colesterol LDL (ruim) e colesterol total.

Embora o açaí apresente alto teor de gordura, são gorduras boas para a saúde, sendo elas monoinsaturadas e poli-insaturadas, também encontradas no abacate.

Ajuda no controle de diabetes tipo 2 e da obesidade

Os polifenóis presentes neste fruto, de acordo com estudos clínicos, podem ajudar a diminuir os riscos de obesidade quando associada a doenças crônicas como a diabetes tipo 2.

Alimentos ricos em antioxidantes podem favorecer o metabolismo lipídico e a homeostase da glicose, reduzindo os riscos de complicações da doença crônica.

É bom para a pele e para os cabelos

O açaí é bom para a saúde da pele porque ajuda na prevenção do envelhecimento das células. Não só como alimento, o açaí pode ajudar na beleza quando em sua versão em óleo, presente em produtos como hidratantes para a pele e cabelo.

É fonte de fibras

O açaí é um bom alimento para quem sofre com problemas intestinais pois é fonte de fibras. Por isso, pode ajudar a aliviar a prisão de ventre. Por conta disso, também proporciona maior saciedade.

O açaí é consumido de diferentes formas e combinações, o que pode variar de acordo com a região. É considerado um fruto versátil dentro da culinária, pois pode compor pratos doces e salgados ou então ser servido como suco.

Na região norte e nordeste, de modo geral, o açaí é consumido junto com farinha de mandioca ou tapioca. Também pode ser preparado como pirão,  para acompanhar peixe assado ou com camarão.

É comum ouvir dos consumidores de açaí dessa região que esse consumo é o jeito certo ou original, e que as misturas nas regiões sul, sudeste e centro-oeste são uma variação.

O açaí nessas regiões é consumido em seu estado cremoso e misturado ao xarope de guaraná. Mas não para nisso, as pessoas podem escolher complementos como banana, morango, aveia e granola ou adicionar ingredientes mais calóricos como leite condensado, paçoca, leite em pó, mousses etc.

Nestas regiões , a forma de consumo do produto recebe o nome de Creme, Mix ou Sorbet de açaí, sendo o método produtivo  o mesmo do sorvete, passando por um triturador, no qual a polpa de açaí e triturada e misturada ao xarope de guaraná , água e estabilizantes para conferir ao produto final uma cremosidade satisfatória.

Após triturado e misturado, forma-se a calda do creme, que será encaminhada para uma máquina produtora contínua, que sofrera o processo de congelamento rápido, obtendo ao final um produto muito cremoso e saboroso pronto para o consumo.

No top 10 dos países que mais receberam açaí em 2018, os Estados Unidos estão na liderança e são responsáveis por quase 40% do consumo total, com mais de mil toneladas, algo em torno de US$ 2,7 milhões. Logo atrás vem Japão e Austrália com, respectivamente, 236 e 194 toneladas. Os dois países juntos movimentaram pouco mais de US$ 1,5 milhão. O mercado europeu aparece com Alemanha, Bélgica, França, Holanda e Portugal, mas com valores pouco impactantes na balança comercial do produto. Somadas, são 473 toneladas.



“Rogério Dias, um dos empresários paraenses que já atende o mercado americano, acredita que a Europa será um divisor de águas no incremento das exportações e no fluxo financeiro. “Nós fazemos exportações para lá, mas ainda é algo incipiente. Estamos preparando o terreno para chegar a outros mercados. Nosso próximo objetivo é avançar no cenário europeu, principalmente em Portugal e na Suíça. Nós já temos negócios em vista”, explicou.
Dias explica que 20% do total que ele produz na região metropolitana de Belém (RMB) segue para os Estados Unidos, o que representa algo em torno de R$ 7 milhões ao ano. “Apesar desse valor parecer alto, temos capacidade para exportar muito mais. A gente vem lutando para conseguir mercados melhores, rompendo as divisas do país e valorizando o produto”, complementa.
Especialistas: dicas para alavancar exportações e diminuir riscos
A FIEPA alerta que, para ganhar novos mercados, as empresas devem ter cuidado com relação às certificações internacionais para alimentos e bebidas. “Existem, por exemplo, o certificado fitossanitário, certificado do norte-americano FDA e certificado para a União Europeia, essenciais para evitar qualquer problema com as autoridades fiscalizadoras dos países compradores de alimentos e bebidas”, avisou a economista Cassandra Lobato, coordenadora do CIN.
Outro ponto importante são os acordos firmados entre o exportador brasileiro e o empresariado estrangeiro. De acordo com Antônio Bernardes, advogado mestre em direito internacional pela Universidade da Califórnia e com aperfeiçoamento em Harvard, “é necessário que sejam adotadas práticas de negociação internacional para garantir a lucratividade da parceria e proteção de ambos os mercados”. Para ele, “existe a necessidade de mudança cultural para internacionalizar a economia e que transcenda a simples exportação do fruto”.
Ainda segundo Bernardes, uma das saídas quando se pensa em aumentar a exportação do açaí é trabalhar com seus produtos derivados desde a concepção no Brasil. Atualmente, o fruto chega ao país estrangeiro e, lá, ele se transforma em sucos, vitaminas, entre outros alimentos. E é fato. Há pelo menos dez anos, o jornal The New York Times noticiava que as vendas da fruta como ingrediente principal ultrapassavam os US$ 100 milhões.
Outra dica do especialista são os benefícios de contratos de parcerias internacionais, os chamados joint venture. “Esse parceiro ou sócio estrangeiro, traz, no mínimo, dois benefícios para o produtor paraense. O primeiro deles é que ele injeta dinheiro e esse recurso pode ser usado em tecnologia ou qualquer coisa que melhore a produção, isso com custo baixo e em moeda mais forte que o Real. Além disso, esse parceiro ou sócio estrangeiro conhece o mercado de atuação dele, as minúcias, tem relacionamento e sabe onde e como distribuir o produto até o destinatário sem barreiras culturais”, concluiu.
Conceito americano do açaí
Bem diferente do consumo rotineiro entre os paraenses, que costumam ingerir o açaí como refeição e na companhia de camarão, carne e outras proteínas, o fruto mesmo dentro do Brasil é consumido com frutas, sementes e afins. Nos Estados Unidos, a maior parte dos adeptos é o público fitness em ingestões de shake energéticos. Jaqueline Pontes, paraense que mora na Flórida há três anos, reforça a popularidade e o novo conceito atingido pelo açaí.







– Abaixo Reportagem publicada no portal G1
 
“Rogério Dias, um dos empresários paraenses que já atende o mercado americano, acredita que a Europa será um divisor de águas no incremento das exportações e no fluxo financeiro. “Nós fazemos exportações para lá, mas ainda é algo incipiente. Estamos preparando o terreno para chegar a outros mercados. Nosso próximo objetivo é avançar no cenário europeu, principalmente em Portugal e na Suíça. Nós já temos negócios em vista”, explicou.
Dias explica que 20% do total que ele produz na região metropolitana de Belém (RMB) segue para os Estados Unidos, o que representa algo em torno de R$ 7 milhões ao ano. “Apesar desse valor parecer alto, temos capacidade para exportar muito mais. A gente vem lutando para conseguir mercados melhores, rompendo as divisas do país e valorizando o produto”, complementa.
Especialistas: dicas para alavancar exportações e diminuir riscos
A FIEPA alerta que, para ganhar novos mercados, as empresas devem ter cuidado com relação às certificações internacionais para alimentos e bebidas. “Existem, por exemplo, o certificado fitossanitário, certificado do norte-americano FDA e certificado para a União Europeia, essenciais para evitar qualquer problema com as autoridades fiscalizadoras dos países compradores de alimentos e bebidas”, avisou a economista Cassandra Lobato, coordenadora do CIN.
Outro ponto importante são os acordos firmados entre o exportador brasileiro e o empresariado estrangeiro. De acordo com Antônio Bernardes, advogado mestre em direito internacional pela Universidade da Califórnia e com aperfeiçoamento em Harvard, “é necessário que sejam adotadas práticas de negociação internacional para garantir a lucratividade da parceria e proteção de ambos os mercados”. Para ele, “existe a necessidade de mudança cultural para internacionalizar a economia e que transcenda a simples exportação do fruto”.
Ainda segundo Bernardes, uma das saídas quando se pensa em aumentar a exportação do açaí é trabalhar com seus produtos derivados desde a concepção no Brasil. Atualmente, o fruto chega ao país estrangeiro e, lá, ele se transforma em sucos, vitaminas, entre outros alimentos. E é fato. Há pelo menos dez anos, o jornal The New York Times noticiava que as vendas da fruta como ingrediente principal ultrapassavam os US$ 100 milhões.
Outra dica do especialista são os benefícios de contratos de parcerias internacionais, os chamados joint venture. “Esse parceiro ou sócio estrangeiro, traz, no mínimo, dois benefícios para o produtor paraense. O primeiro deles é que ele injeta dinheiro e esse recurso pode ser usado em tecnologia ou qualquer coisa que melhore a produção, isso com custo baixo e em moeda mais forte que o Real. Além disso, esse parceiro ou sócio estrangeiro conhece o mercado de atuação dele, as minúcias, tem relacionamento e sabe onde e como distribuir o produto até o destinatário sem barreiras culturais”, concluiu.
Conceito americano do açaí
Bem diferente do consumo rotineiro entre os paraenses, que costumam ingerir o açaí como refeição e na companhia de camarão, carne e outras proteínas, o fruto mesmo dentro do Brasil é consumido com frutas, sementes e afins. Nos Estados Unidos, a maior parte dos adeptos é o público fitness em ingestões de shake energéticos. Jaqueline Pontes, paraense que mora na Flórida há três anos, reforça a popularidade e o novo conceito atingido pelo açaí.
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